terça-feira, 17 de maio de 2011

Socorro!

Ninguém ouviu quando gritavas: Socorro!
Enquanto te afundavas lentamente
E tuas mãos gelavam abertas!

Ninguém ouviu quando gritavas: Socorro!
Enquanto teu coração ressequía vagarosamente
deixando esse vazio que em teu peito apertas.

Ninguém ouviu quando gritavas: Socorro!
Quando nesse caminho árido te perdeste...
Enquanto a noite escurecia teus passos.

Ninguém, Ninguém ouviu teu pedido de socorro
Nem os gritos que com o tempo abafaste...
As lágrimas que secaram deixando teus olhos baços...

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