quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Papoila

Não, não sou imponente rosa do teu roseiral,

Vermelha e perfumada, quase venerada!

Com espinhos prontos para ferir…

Sou, sim, papoila selvagem em pleno matagal,

Sou vermelha de paixão e sou delicada!

E não tenho espinhos para ferir…

Não, não sou rosa do teu jardim,

Aquela, que ofereces para conquistar o seu amor.

A desfolhada no leito da tua amada…

Sou, sim, papoila e sou feliz assim!

Acarinhada pelo vento, e do sol, tenho todo seu amor.

Sou, sim, uma simples papoila encarnada…

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