Não, não sou imponente rosa do teu roseiral,
Vermelha e perfumada, quase venerada!
Com espinhos prontos para ferir…
Sou, sim, papoila selvagem em pleno matagal,
Sou vermelha de paixão e sou delicada!
E não tenho espinhos para ferir…
Não, não sou rosa do teu jardim,
Aquela, que ofereces para conquistar o seu amor.
A desfolhada no leito da tua amada…
Sou, sim, papoila e sou feliz assim!
Acarinhada pelo vento, e do sol, tenho todo seu amor.
Sou, sim, uma simples papoila encarnada…

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