quinta-feira, 16 de junho de 2011

Poema da dor

Tudo, tudo muda!
As cores,Adicionar imagem
As flores,
Os amores,
Os temores,
Só esta dor não muda!
Tudo, tudo muda!
As crianças,
As lembranças,
As danças,
As esperanças,
Só esta dor não muda!
Esta dor que é minha não sei desde quando,
Que caminha ao meu lado sem ninguém perceber.
Que em meu coração se foi entranhando,
Que Há-de ser minha até morrer!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Socorro!

Ninguém ouviu quando gritavas: Socorro!
Enquanto te afundavas lentamente
E tuas mãos gelavam abertas!

Ninguém ouviu quando gritavas: Socorro!
Enquanto teu coração ressequía vagarosamente
deixando esse vazio que em teu peito apertas.

Ninguém ouviu quando gritavas: Socorro!
Quando nesse caminho árido te perdeste...
Enquanto a noite escurecia teus passos.

Ninguém, Ninguém ouviu teu pedido de socorro
Nem os gritos que com o tempo abafaste...
As lágrimas que secaram deixando teus olhos baços...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tristeza

De que cor é a tristeza quando te bate a porta?
Quando te parece que ninguém se importa?
Quando no coração a solidão é faca que corta
E a dor, mais profunda do que se suporta?

Quando lança teus dias numa tormenta
Quando nada, nem ninguém te contenta...
Quando nem chão, nem mão te sustenta,
Quando a luz dos teus dias se ausenta?

Há apenas uma enorme tempestade.
E dentro do teu coração...
Tuas lágrimas...um rio depois da monção
Cataratas de vitória...retumbante trovão
Vendaval enfurecido, consternação...

Orfeu


Toca só para mim, Orfeu
Uma singela melodia
Que tire de agonia
Este pobre coração meu...

Pode aquele que vence, sair a perder?
E aquele que perde, Sair a ganhar?
Pode um amor não o ser?
E um ser, viver sem amar?

Porque faz o amor tanto sofrer?
Porque faz o amor tanto chorar?
Quando um coração já não o pode conter
E de tão forte, o parece sufocar…

Toca Orfeu hoje, só para mim
Põem a minha dor um fim…
Apazigua este meu pobre coração
Que se aquiete ao som da tua canção…

sábado, 6 de fevereiro de 2010


Amanheceu o dia no meu coração,
Nesta praia deserta da emoção.
Nas ondas dos meus pensamentos
Minhas faces, areal por momentos.
Que com vagas se molham,
As lágrimas que nelas rolam.
Meu olhar se fixa como rochedo
No céu as gaivotas do meu medo...
No oceano do meu desgosto
Afogo minhas angustias e fracassos
Minha tristeza não tem rosto,
Nem apaga o tempo seus passos...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Vivendo a vida


Vivo a vida na margem,
Vendo o tempo passar.
Falta-me a coragem,
Para dela participar…
Com medo de me enganar,
Tenho medo de me dar!
Tenho medo de sofrer,
Tenho medo de viver…
Fico paralisada só em pensar…
Por isso, fico sempre nos bastidores,
Sei que quando o pano se fechar,
Nunca estarei entre os actores.
E no entanto, estou por dentro a morrer.
De um dia, protagonista poder ser….
Mas, deixo a vida simplesmente correr
Ainda que nela me quisesse perder…

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Meu céu


É neste imenso céu que me quero perder...
Ser ar ou ser nuvem e me dissolver
Que nesse horizonte se perca meu olhar
Que eu seja apenas brisa acariciando o mar..

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

PALHAÇO



Sim, também eu sou um palhaço!
Quantas vezes a cantar ….
Quando por dentro me desfaço!

Sim digo,… um palhaço!
Diante do espelho, sempre a tentar,
Ocultar do rosto o meu fracasso!

Sem dúvidas um palhaço…
Com lágrimas no olhar…
Que tão bem, com sorrisos disfarço!

Sou sim, um pobre palhaço!
Que aos outros sempre tenta agradar,
Acrescentando a dor mais um pedaço!

Águia



Como águia…tu continuarás
Voando pelo céu livremente.
A tua volta…tu olharás…
Contemplando-nos somente!

Quem julga, que te pode prender?
Tuas garras e asas cortar?
Quem pode sequer pretender?
Um dia te domesticar?

Não foste feita para o cativeiro,
Não suportas te sentir acorrentada.
Ainda que te ofereçam o mundo inteiro,
Ele é pouco para te sentires tentada!

Ver-te-ei no azul do céu a voar…
Com tuas asas, ao sabor do vento
E para sempre tu hás-de ficar,
Livre adornando o firmamento…